UNICOR

segunda-feira, 27 de abril de 2015

O que é Cateterismo e Angioplastia?

Boa tarde!!!
Muitos pacientes tem medo e dúvidas sobre este exame e procedimento, então segue em anexo um video interessante que demonstra de forma clara e simples o procedimento.
Definições:
Cateterismo (Cineangiocoronariografia) é o método pelo qual o médico faz o diagnostico de doença nas artérias do coração ou seja aquele famoso entupimento.
Angioplastia : Pode ser feito durante o cateterismo porém diferencia por ser um método de tratamento no qual é realizado uma desobstrução de tal vaso que esteja ocluído ou parcialmente ocluído e sendo assim pode ser colocado STENT ( a famosa molinha) ou não,
CONFIRA NO VIDEO ABAIXO!!!

terça-feira, 31 de março de 2015

CIGARRO - VIDEO COMO PARAR E POR QUE PARAR DE FUMAR!!!


O que é Diálise? me indicaram a dialise e agora? - Video explicativo


Meu médico me pediu uma cintilografia o que é? Video explicativo

A cintilografia miocárdica é realizada a partir de um aparelho que muito se assemelha a uma tomografia e é realizado em geral em duas etapas, a primeira onde é infundido uma substância que terá a função de pintar seu coração aos olhos desta maquina (injetado no pico do esforço) e sendo assim é realizado o exame com stress físico ou seja após correr na esteira ergométrica ou stress farmacológico ou seja após realização de medicação que aumenta a velocidade do batimento cardiaco simulando um esforço maior,  algumas pessoas sentem uma sensação desagradável neste momento e a segunda etapa é realizado uma nova imagem em repouso e comparada o stress com o repouso para evidenciar a existência de algum problema cardíaco em geral a grosso modo o local onde está recebendo pouco sangue ou coração muito inflamado é evidenciado neste exame. 
Segue abaixo outro video explicativo

sexta-feira, 6 de março de 2015

Tabagismo

Fator de risco: Tabagismo

O tabagismo é o principal responsável por quase 100% das mortes por câncer de pulmão, 30% das mortes por outros tipos de câncer, 85% dos óbitos por bronquite crônica e enfisema pulmonar, 25% dos óbitos por doenças cerebrovasculares e 45% das mortes por infarto agudo do miocárdio.
Quem fuma também tem maior predisposição ao desenvolvimento de doenças como hipertensão arterial, aneurisma, úlceras, infecções respiratórias, trombose, osteoporose, catarata, impotência sexual, infertilidade, menopausa precoce e complicações na gravidez, além de ter menos resistência física e pior desempenho na vida esportiva e sexual.

O que é


Tabagismo é o hábito de consumir com frequência produtos derivados do tabaco que contém nicotina. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), esta é a principal causa de morte evitável no mundo. Estima-se que o cigarro e outros derivados do tabaco sejam responsáveis por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil.
Presente principalmente no cigarro, a nicotina é uma droga que causa dependência química. Por ser uma substância psicoativa, a nicotina ativa áreas cerebrais responsáveis pela sensação de prazer e relaxamento. Com o uso, a pessoa vai se tornando tolerante a essa sensação de bem-estar, o que gera um aumento do consumo. Além disso, o tabagista começa a apresentar sintomas de abstinência quando interrompe o uso do cigarro.

Incidência


De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e o Ministério da Saúde, 18% da população brasileira são fumantes. Os homens fumam mais que as mulheres; 22,7% deles têm o hábito de fumar, enquanto nas mulheres a prevalência é de 16%.

Sinais e Sintomas


Necessidade de quantidades cada vez maiores de nicotina para obter o mesmo efeito da substância, síndrome de abstinência com a retirada ou diminuição do cigarro, tentativas frustradas de redução ou cessação do consumo, falta de controle quanto ao número de cigarros consumidos em um dia, interrupção de atividades sociais ou no trabalho por conta do vício, fumar mais de 20 cigarros por dia e utilização contínua mesmo com problemas físicos ou psicológicos comprovados, como doenças cardíacas e respiratórias.





Diagnóstico


É feito a partir da avaliação dos sinais e sintomas. Quando três ou mais sinais se manifestam é confirmado o diagnóstico de dependência do tabaco.
Definido o diagnóstico, são feitos testes para avaliar o grau de dependência da nicotina e o tratamento mais indicado.

Tratamento

Existem três métodos principais para a cessação do tabagismo, que podem ser adotados de forma conjunta ou individual: aconselhamento terapêutico individual ou em grupos, reposição de nicotina e medicamentos.
O aconselhamento profissional é feito em encontros semanais com discussões sobre a importância de parar de fumar, as dificuldades ao longo do processo e orientações para evitar recaídas.
A reposição é feita com o uso de adesivos ou gomas de mascar, cujas doses são gradualmente reduzidas, até a retirada completa. Ao iniciar a reposição de nicotina, a pessoa é orientada a interromper o hábito de fumar, começando, então, a se adaptar à nova condição.
Já os medicamentos atuam nos neurotransmissores responsáveis pela vontade de fumar, reduzem os sintomas da abstinência, como irritabilidade e ganho de peso, e diminuem o risco de recaídas.
O desejo de parar, a decisão e o êxito podem ser um processo de meses ou até anos. Nem sempre se consegue na primeira tentativa, mas as recaídas fazem parte do processo e os esforços para desistir do fumo não devem ser abandonados.

Impactos do tabagismo


Além da nicotina, que causa dependência, o cigarro contém mais de 4.700 substâncias cancerígenas e tóxicas para vários órgãos do corpo.
De acordo com um estudo do Banco Mundial, os custos com o tabagismo chegam a 200 bilhões de dólares por ano no planeta. Isso se deve ao valor despendido com o tratamento de doenças relacionadas ao tabaco, aposentadorias precoces, faltas ao trabalho, mortes de pessoas em idade reprodutiva, além da poluição e degradação ambiental.
Revisão médica: Dra. Alessandra Maria Julião, psiquiatra do Núcleo de Medicina Psicossomática e Psiquiatria do Einstein
Referências: NEAD); INCA, Ministério da Saúde e Cleveland Clinic
Publicado em abril de 2012

referencia:


O que é Infarto?

Infarto

O que é


O infarto do miocárdio, ou ataque cardíaco, é a morte das células de uma região do músculo do coração por conta da formação de um coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo de forma súbita e intensa.
A principal causa do infarto é a aterosclerose, doença em que placas de gordura se acumulam no interior das artérias coronárias, chegando a obstruí-las. Na maioria dos casos o infarto ocorre quando há o rompimento de uma dessas placas, levando à formação do coágulo e interrupção do fluxo sanguíneo.
O infarto pode ocorrer em diversas partes do coração, depende de qual artéria foi obstruída. Em casos raros o infarto pode acontecer por contração da artéria, interrompendo o fluxo de sangue ou por desprendimento de um coágulo originado dentro do coração e que se aloja no interior dos vasos.

Sintomas


O principal é dor ou desconforto na região peitoral, podendo irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, raramente, o braço direito. Esse desconforto costuma ser intenso e prolongado, acompanhado de sensação de peso ou aperto sobre tórax. Esses sinais costumam ser acompanhados de suor excessivo, palidez e alteração na frequência cardíaca.
Em idosos, o principal sintoma pode ser a falta de ar. A dor também pode ser no abdome, semelhante à dor de uma gastrite ou esofagite de refluxo, mas é pouco frequente.
Nos diabéticos e nos idosos, o infarto pode ser assintomático, sem sinais específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito apresentado por esses pacientes.

Fatores de risco


Os principais inimigos do infarto são o tabagismo e o colesterol em excesso, pois podem se acumular e levar à aterosclerose, hipertensão, obesidade, estresse, depressão e diabetes. Os diabéticos têm duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto.



Diagnóstico


Além da avaliação clínica dos sintomas, são feitos exames de eletrocardiograma, ecocardiogama e cateterismo a depender de cada caso e paciente..

Tratamento


Os principais métodos para tratamento são medicaçoes e procedimentos como: angioplastia coronária e fibrinolíticos. No primeiro, as medicações melhoram a performace e oxigenação do coraçao, o segundo é quando um cateter-balão é inserido por meio de uma punção na virilha ou braço e direcionado até o local do entupimento da artéria. Esse cateter é inflado para que seja aberta a artéria. Em seguida é colocado um stent (um dispositivo semelhante a uma mola), mantendo a artéria aberta e normalizando a circulação de sangue. Já os fibrinolíticos são medicamentos para dissolução do coágulo. Essa técnica é indicada somente quando não é possível a desobstrução por angioplastia, pois pode causar hemorragias.

Prevenção


Além da prática regular de exercícios físicos, alimentação adequada e cessação do tabagismo, a prevenção de doenças como a aterosclerose, diabetes e obesidade são fundamentais para evitar o entupimento das artérias e consequente infarto.
Revisao médica : Dr. Dário Santuchi.



O Que é Hipertensão ou pressão alta?

Hipertensão arterial

Conhecida popularmente como pressão alta, a hipertensão arterial é a elevação dos níveis de pressão sanguínea nas artérias. Ela é considerada alta quando atinge valores acima de 12 por 8 (120 por 80 mmHg) ou 14 por 9 ( 140 por 90mmHg) dependendo do paciente.
Causada principalmente pelo consumo excessivo de álcool e cigarro, sedentarismo e excesso de peso, é uma doença silenciosa, pois não apresenta sintomas específicos.
Apesar do fácil acesso a equipamentos de medição de pressão, o diagnóstico e as orientações de tratamento devem ser sempre feitos pelo médico, que é habilitado para identificar o grau da hipertensão e outros fatores associados que devem ser considerados para tratar as alterações de pressão.
Quando não ou mal tratada, a hipertensão pode trazer sérios riscos à saúde, afetando órgãos importantes como cérebro, coração e rim e causando doenças como insuficiência cardíaca, acidente vascular cerebral (AVC, derrame) e insuficiência renal com necessidade a depender da evolução do caso do suporte da hemodialise.
Por isso, o controle dos níveis de pressão arterial e a adoção de hábitos saudáveis – alimentação balanceada, exercícios físicos regulares, cessação do tabagismo e redução do consumo de álcool-, são fundamentais para a saúde.


Revisão médica: Dr. Dàrio Antunes Santuchi Filho

O que é Doença renal crônica?

Doença renal crônica

O que é


A doença ou insuficiência renal crônica é a perda lenta e gradual das funções renais. Quando não identificada e tratada, pode levar à paralisação dos rins.
Os rins são órgãos responsáveis pela filtragem de substâncias e nutrientes presentes no organismo. Os componentes necessários são absorvidos, enquanto os tóxicos são eliminados pela urina. Esse equilíbrio é fundamental para o controle da pressão arterial e para regular a concentração de cálcio e fósforo no sangue, contribuindo para a saúde dos ossos e para a manutenção dos glóbulos vermelhos que, em escassez, podem levar à anemia.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a prevalência da doença renal crônica no mundo é de 7.2% para indivíduos acima de 30 anos e 28% a 46% em indivíduos acima de 64 anos. No Brasil, a estimativa é que mais de dez milhões de pessoas tenham a doença. Desses, 90 mil estão em diálise (um processo de estímulo artificial da função dos rins, geralmente quando os órgãos tem 10% de funcionamento), número que cresceu mais de 100% nos últimos dez anos.

Causas


A doença renal crônica está associada a duas doenças de alta incidência na população brasileira: hipertensão arterial e diabetes.
Como o rim é um dos responsáveis pelo controle da pressão arterial, quando ele não funciona adequadamente há alteração nos níveis de pressão. A mudança dos níveis de pressão também sobrecarrega os rins. Portanto, a hipertensão pode ser a causa ou a consequência da disfunção renal, e seu controle é fundamental para a prevenção da doença. De acordo com a SBN, 35% dos pacientes que precisaram fazer diálise nos rins em 2011 tinham diagnóstico de hipertensão arterial.

Já a diabetes pode danificar os vasos sanguíneos dos rins, interferindo no funcionamento destes órgãos, que não conseguem filtrar o sangue corretamente. Mais de 25% das pessoas com diabetes tipo I e 5 a 10% dos portadores de diabetes tipo II desenvolvem insuficiência renal.
Outras causas são: nefrite (uma inflamação dos rins), cistos hereditários, infecções urinárias frequentes que danificam o trato urinário e doenças congênitas.


Sintomas


A progressão lenta da doença permite que o organismo se adapte à diminuição da função renal. Por isso, em muitos casos a doença não manifesta sintomas até que haja um comprometimento grave dos rins.
Nesses casos, os sinais são: aumento do volume e alteração na cor da urina, incômodo ao urinar, inchaço nos olhos, tornozelos e pés, dor lombar, anemia, fraqueza, enjôos e vômitos, alteração na pressão arterial.

Diagnóstico


A disfunção renal pode ser identificada por dois exames, um de análise da urina e outro de sangue. O primeiro identifica a presença de uma proteína (albumina) na urina, e o exame de sangue verifica a presença de outra, a creatinina. Com a função debilitada, os rins eliminam ou absorvem substâncias de forma desordenada, causando desequilíbrio no organismo.

Prevenção


O primeiro passo é prevenir o desenvolvimento da hipertensão arterial e controlar o diabetes, doenças que mais levam à insuficiência. Por isso, controlar os níveis de pressão, manter a alimentação equilibrada com baixa ingestão de sal e açúcar, eliminar hábitos como o tabagismo, reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas, praticar exercícios físicos e fazer acompanhamento médico regular são ações fundamentais.

Tratamento


A insuficiência renal pode ser tratada com medicamentos e controle da dieta. Nos casos mais extremos pode ser necessária a realização de diálise ou transplante renal (como terapêutica definitiva de substituição da função renal).
Revisao médica: Dr. Oscar Pavão, nefrologista do Einstein e Dr. Dário Santuchi, Cardiologia Unidade do coração Espirito Santo.

referencia.


O que é Diabetes?

Diabetes

O que é


A doença se caracteriza por uma elevação dos níveis de glicose no sangue, causada pela falta de produção do hormônio insulina no pâncreas ou pela perda da eficiência da ação de insulina em pessoas com excesso de gordura no corpo. A insulina transporta a glicose para dentro das células e permite a sua transformação em energia para o funcionamento equilibrado do organismo.
Quando não controlado, o aumento de glicose no sangue pode levar a danos nos vasos sanguíneos e nervos, acarretando em complicações como disfunção e falência de órgãos como rins, olhos e coração.

Tipos e Causas

Diabetes tipo 1

O sistema imunológico atinge o pâncreas, destruindo as células responsáveis pela produção do hormônio insulina.

Diabetes tipo 2

Responsável por 90% dos casos de diabetes, esse tipo está associado ao ganho de peso. Frequente em pessoas com mais de 40 anos, acontece porque o acúmulo de gordura abdominal dificulta a ação da insulina.

Diabetes Gestacional

Ocorre no período da gravidez por conta dos hormônios produzidos pela placenta. Após o parto a maioria dos casos se reverte.

Fatores de risco

Familiares com diabetes, alteração dos níveis de glicose, acúmulo de gordura abdominal, obesidade e sobrepeso, pressão arterial elevada, sedentarismo e alimentação com baixa ingestão de frutas, verduras e legumes.

Sinais e Sintomas

A maioria dos pacientes não apresenta sintomas no início do diabetes, por isto pessoas com fatores de risco devem realizar exames de sangue periódicos para avaliar se apresentam a doença. A estimativa é que 50% das pessoas não sabem que têm a doença. Por isso, o acompanhamento regular com um médico é essencial para o diagnóstico precoce.
Quando os níveis de glicose estão extremamente elevados, pode ocorrer vontade frequente de urinar, sede e fome em excesso, fadiga, alterações na visão, mudanças de humor, náuseas e vômitos, fraqueza, perda de peso, dores nas pernas, infecções repetidas na pele, machucados que demoram a cicatrizar, formigamento ou sensação de dormência, principalmente nos pés.

Diagnóstico

É feito por um teste simples para detectar os níveis de glicose no sangue. O nível normal de glicose no sangue é abaixo de 100 mg/dl. Se os níveis de glicose se encontram entre 100 e 126 mg/dl, existe alto risco de desenvolver diabetes, por isto esta situação pode ser denominada pré-diabetes. Se a glicemia estiver acima de 127 mg/dl em 2 exames diferentes ou acima de 200 mg/dl após consumo de carboidratos (AÇUCAR) é diagnosticado o diabetes.

Tratamento

Pacientes com o tipo 1 de diabetes, também chamado de insulinodependente, precisam fazer reposição diária de insulina.
Para os portadores do tipo 2 o tratamento é feito por meio de comprimidos tomados via oral que atuam na melhora da resposta das células à insulina, no estímulo da secreção (produção e liberação) de insulina pelo pâncreas, na redução da absorção de glicose pelo intestino ou no aumento da eliminação de glicose pela urina. Atualmente, existem medicamentos injetáveis que imitam o efeito de hormônios intestinais melhorando a fabricação de insulina e auxiliando a redução de peso. Após 10 anos de diagnóstico, é comum a necessidade de uso de insulina nos portadores de diabetes tipo 2.
Nos casos de diabetes na gestação, geralmente uma dieta equilibrada e exercícios físicos são suficientes para o controle dos níveis de glicose. Nos casos em que o controle não é possível com dieta e atividade física, podem ser indicadas injeções de insulina.
Independente do tipo de diabetes, o fundamental é a adoção ao tratamento aliada a hábitos saudáveis, como controle da alimentação, prática regular de atividades físicas e controle constante da glicemia.

Prevenção

O primeiro passo é observar a presença dos fatores de risco que podem ser modificados, como o excesso de peso, o aumento da gordura abdominal, o sedentarismo e a dieta desequilibrada.
A redução de 5% do peso corporal associada à pratica de 150 minutos de atividade física por semana reduzem a ocorrência de diabetes em 58% nas pessoas com alto risco. O principal aliado é um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, atividade física regular e acompanhamento médico periódico.

Revisão médica Dr. Rogério Ribeiro, endocrinologista e Dr. Dário Santuchi, Cardiologia UNICOR-ES.

referencia:

http://www.einstein.br/einstein-saude/doencas/Paginas/tudo-sobre-diabetes.aspx

o que é Colesterol ou Dislipidemia?

Colesterol

O que é

O colesterol é um tipo de gordura vital para o funcionamento do organismo. Presente no sangue e em todos os tecidos, ele contribui para a produção do hormônio cortisol e dos hormônios sexuais, de vitamina D, de ácidos envolvidos na digestão e também tem papel importante na regeneração das células.
Além de ser produzido pelo próprio organismo, o colesterol pode ser obtido em alimentos como carnes, leite integral e ovos. Sua presença é indispensável para o funcionamento equilibrado das funções vitais, porém, quando em excesso, ele pode trazer algumas complicações.
A mais comum delas é a formação de placas de gordura nas artérias que levam ao endurecimento e entupimento dos vasos sanguíneos. Com a obstrução dos vasos, o coração recebe uma quantidade menor de oxigênio e nutrientes, tendo suas funções comprometidas e levando a doenças como angina, infarto, morte súbita e, quando acomete as artérias carótidas e cerebrais, pode levam até a acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Tipos e causas


O que influencia se o colesterol é saudável ou prejudicial é o tipo da lipoproteína (pequena estrutura formada por lipídios e proteínas) que o envolve.
Existem, portanto, dois tipos de colesterol: o bom e o ruim. O HDL (High Density Lipoproteins, em inglês) recolhe o colesterol ruim acumulado nos vasos sanguíneos para eliminar pelo fígado. Já o ruim, o LDL (Low Density Lipoprotein), quando acumulado, pode provocar o entupimento das artérias. Este colesterol está associado a fatores de risco como diabetes, tabagismo e pressão alta.
O excesso de peso, o sedentarismo e a alimentação desbalanceada também podem interferir para o aumento das taxas de colesterol.





Fatores de risco

Alimentação rica em gordura saturada e açúcar, excesso de peso, sedentarismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, estresse, hereditariedade, idade e gênero. As mulheres costumam ter um aumento no nível do colesterol ruim após o início da menopausa.

Sinais, sintomas e diagnóstico


O colesterol elevado não tem obrigatoriamente sintomas. Na maioria dos casos, os sinais aparecem em consequência da formação das placas de gordura nas artérias, quando a situação já pode estar avançada. Quando atinge as artérias coronarianas, levando à angina do peito e infarto do miocárdio, os sintomas mais comuns são dores no peito (peso, aperto, queimação ou até pontadas), falta de ar, sudorese, palpitações e fadiga. Nas artérias cerebrais, os sintomas neurológicos que levam ao acidente vascular cerebral podem ser formigamentos, paralisias, perda da fala e sonolência.
É fundamental avaliar os níveis de colesterol regularmente. Para aqueles que têm histórico familiar de doenças cardiovasculares, o acompanhamento deve ser feito desde a infância. A partir dos 20 anos, a medição deve ser de cinco em cinco anos, reduzindo para uma frequência anual a partir dos 35 anos.
O diagnóstico e o acompanhamento são feitos por meio de um exame sanguíneo, que avalia as taxas do colesterol total, do HDL e do LDL.

Tratamento


Existem medicamentos que atuam na diminuição dos níveis do LDL, o colesterol ruim, e podem levar a um pequeno aumento nos índices do bom colesterol. O importante é que este tratamento seja sempre aliado à mudança de estilo de vida. A adoção de hábitos saudáveis como a prática regular de atividade física e controle do peso e da alimentação é fundamental para um tratamento bem sucedido.

Prevenção


A melhor forma de prevenir o aumento do colesterol ruim é aliar exercícios físicos à alimentação saudável, evitando o consumo de gorduras saturadas, óleos, carne vermelha em excesso, gema de ovo, manteiga, laticínios, mortadela, salame, queijos amarelos e alimentos industrializados.
A redução do consumo de álcool e a cessação do tabagismo também são indispensáveis para a manutenção da saúde e dos níveis de colesterol.


O Que é Aterosclerose?

Aterosclerose

O que é
A aterosclerose é a formação de placas de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias do coração e suas ramificações de forma difusa ou localizada. Ela se caracteriza pelo estreitamento e enrijecimento das artérias devido ao acúmulo de gordura em suas paredes, conhecido como ateroma.
O consumo excessivo de alimentos industrializados, bebidas alcoólicas e cigarro, a falta de atividades físicas e o excesso de peso modificam o LDL (lipoproteína de baixa densidade, o "mau colesterol"), agredindo os vasos sanguíneos e gradativamente levando ao entupimento das artérias. Com o passar dos anos, o diâmetro do vaso diminui, podendo chegar à obstrução completa, restringindo o fluxo sanguíneo na região.
Com isso, o coração recebe uma quantidade menor de oxigênio e nutrientes, tendo suas funções comprometidas. Essa complicação é a causa de diversas doenças cardiovasculares, como infarto, morte súbita e acidentes vasculares cerebrais.

Causas e fatores de risco

Na maioria das vezes, a aterosclerose está relacionada aos fatores de risco tradicionais, como pressão alta, diabetes,colesterol elevadotabagismo e obesidade.
Pequena parte é de causa hereditária. Existem algumas alterações, como a hipercolesterolemia familiar, em que indivíduos da mesma família têm o colesterol elevado desde jovens, mas são menos frequentes. Nesses casos, o acompanhamento médico é indispensável para detectar o acúmulo das placas de gordura precocemente.

Sintomas


Os mais frequentes são: dores no peito (peso, aperto, queimação ou até pontadas), falta de ar, sudorese, palpitações refletindo arritmias e fadiga.
A aterosclerose é uma doença perigosa, pois muitas vezes a evolução é silenciosa. Algumas pessoas só descobrem a formação de placas de gordura quando uma artéria é obstruída completamente e o paciente precisa ser atendimento imediatamente. São as situações de infartos, derrames e até morte súbita.





Diagnóstico


Se não existe histórico familiar de doença e nenhum risco conhecido, o recomendado é fazer avaliações periódicas do colesterol a partir dos 35 anos, para que se detecte a doença precocemente.
Para aqueles que têm história de doenças cardiovasculares na família, o ideal é que o acompanhamento comece na adolescência, para que seja possível prevenir e controlar o desenvolvimento da doença.

Tratamento


A forma mais indicada de tratar a aterosclerose é retirar as placas de gordura e curar as lesões que ficam no local. A retirada pode ser feita por métodos invasivos, como o cateterismo e a angioplastia, e a ingestão de medicamentos. A adoção de hábitos saudáveis também é fundamental para o controle da doença.

Prevenção


Assim como a maioria das doenças cardiovasculares, a melhor forma de prevenção é manter uma rotina que inclua exercícios físicos regulares, alimentação balanceada e com baixo consumo de gorduras e sal, além do controle dos fatores de risco para doenças como obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol e evitar o consumo exagerado de álcool e cigarro.
Revisão médica: Dr. Marcos Knobel, e Dr. Dário Santuchi, Unidade do coração do Espirito Santo.

Referência:
http://www.einstein.br/einstein-saude/doencas/Paginas/tudo-sobre-aterosclerose.aspx


Arritmias

Arritmias

O que é

As arritmias são alterações no ritmo cardíaco que na maioria das vezes acontecem de forma inesperada. Na maioria das pessoas os batimentos cardíacos giram em torno de 60 a 90 por minuto, com variações nas situações de repouso ou esforço físico. Alterações nesse funcionamento podem fazer o coração bater em ritmo acelerado (taquicardia) ou lento demais (bradicardia). Muitas são benignas e não causam sintomas, porém outras podem provocar sensação de palpitações, desmaios e risco de morte.
As arritmias podem se originar na parte superior (átrios ou supraventriculares) ou inferior do coração (ventrículos). Dentre as arritmias supraventriculares destacam-se as extra-sistoles atriais; taquicardia atrial, flutter e fibrilação atrial. A fibrilação atrial é bastante freqüente na prática clínica. Trata-se de uma alteração no ritmo cardíaco, com contrações rápidas e não coordenadas dos átrios, que atinge boa parte da população na terceira idade.
Nos ventrículos, a mais frequente é a extra-sístole, batida precoce que se assemelha a uma batida a mais no coração. Em casos raros, pode evoluir para a taquicardia ventricular e desencadear uma incapacidade dos ventrículos de impulsionar o sangue adequadamente para o organismo, podendo levar a perda da consciência e necessidade de atendimento imediato. Em casos extremos ela pode levar à fibrilação ventricular, uma das principais causas de parada cardíaca e morte cardíaca súbita no mundo. Cerca de 90% desses casos poderiam ser evitados se fossem diagnosticados precocemente.


Causas

Para o coração funcionar normalmente é preciso que um estímulo elétrico, gerado no nódulo sinusal, chegue ao coração de forma organizada. Quando existe falha na origem e condução desse estímulo, ou quando aparecem estímulos em outras partes do coração, há uma desorganização da atividade elétrica cardíaca, ocasionando uma arritmia.
O ritmo das batidas do coração pode ser modificado pelo uso de medicamentos ou por condições como disfunção da tireóide, anemia, desidratação, infecções, estresse, atividade física e ansiedade.


Sintomas

Os principais são palpitações, fraqueza, tonturas, sudorese, desmaios, confusão mental, falta de ar, mal-estar e sensação de peso no peito.
Em casos graves, a arritmia pode levar à formação de coágulos no coração, provocando um acidente vascular cerebral (AVC) ou ao comprometimento da função cardíaca levando à morte cardíaca súbita. Nesses casos, o atendimento médico imediato é fundamental.


Diagnóstico

Primeiramente é feita uma avaliação clínica e exame físico. Em alguns casos é preciso uma investigação mais detalhada, como o teste ergométrico, eletrocardiograma, o Holter - que registra o batimento cardíaco do paciente em suas atividades cotidianas 24 horas por dia, ou o Web-Loop, chamado monitor de eventos, capaz de transmitir o traçado eletrocardiográfico, por meio da internet, no momento do sintoma.
Quando não é possível identificar o problema por esses métodos não invasivos, a opção é o estudo eletrofisiológico, em que cateteres com eletrodos são inseridos na veia femural na altura da virilha e colocados em posições estratégicas do coração para que seja feito o mapeamento elétrico e localizado o foco de origem da arritmia.


Tratamento

O tratamento depende do tipo, frequência e grau da arritmia. Pode envolver desde o uso de medicamentos, mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, a realização da ablação por cateter, procedimento em que se aplica energia de radiofrequência para eliminar ou atenuar focos de arritmias.
Nos casos de bradicardias, os marcapassos – equipamentos que emitem impulsos elétricos para corrigir falhas no ritmo dos batimentos – podem ser implantados embaixo da pele. Com o avanço tecnológico esses aparelhos são muito pequenos, não comprometendo o estilo de vida do paciente.
Já nos pacientes de taquicardia ventricular, pode ser implantado um desfibrilador automático, que faz a detecção do ritmo cardíaco alterado e corrige a pulsação, através da emissão de um choque para trazer o coração à frequência normal.
Em casos extremos, é necessária a realização de cirurgias. Atualmente já existem técnicas que possibilitam a correção das arritmias sem necessidade de abrir o tórax do paciente, reduzindo o tempo de recuperação e melhorando a qualidade de vida do paciente.


Prevenção

Além da prática de exercícios físicos e alimentação balanceada (baixa ingestão de sal e gorduras), é essencial a avaliação médica regular (check-up) e o controle de fatores de risco de doenças como diabetes, obesidade, hipertensão e tabagismo.

Revisão médica: Dra. Fátima Cintra, cardiologista e coordenadora do Centro de Arritmia do Einstein e Dr. Dário Santuchi médico Unidade do Coração do Espirito Santo.


-Referência: http://www.einstein.br/einstein-saude/doencas/Paginas/tudo-sobre-arritmias.aspx