Doença renal crônica
O que é
A
doença ou insuficiência renal crônica é a perda lenta e gradual
das funções renais. Quando não identificada e tratada, pode levar
à paralisação dos rins.
Os
rins são órgãos responsáveis pela filtragem de substâncias e
nutrientes presentes no organismo. Os componentes necessários são
absorvidos, enquanto os tóxicos são eliminados pela urina. Esse
equilíbrio é fundamental para o controle da pressão arterial e
para regular a concentração de cálcio e fósforo no sangue,
contribuindo para a saúde dos ossos e para a manutenção dos
glóbulos vermelhos que, em escassez, podem levar à anemia.
Segundo
dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a prevalência da
doença renal crônica no mundo é de 7.2% para indivíduos acima de
30 anos e 28% a 46% em indivíduos acima de 64 anos. No Brasil, a
estimativa é que mais de dez milhões de pessoas tenham a doença.
Desses, 90 mil estão em diálise (um processo de estímulo
artificial da função dos rins, geralmente quando os órgãos tem
10% de funcionamento), número que cresceu mais de 100% nos últimos
dez anos.
Causas
A
doença renal crônica está associada a duas doenças de alta
incidência na população brasileira: hipertensão arterial e
diabetes.
Como
o rim é um dos responsáveis pelo controle da pressão arterial,
quando ele não funciona adequadamente há alteração nos níveis de
pressão. A mudança dos níveis de pressão também sobrecarrega os
rins. Portanto, a hipertensão pode ser a causa ou a consequência da
disfunção renal, e seu controle é fundamental para a prevenção
da doença. De
acordo com a SBN, 35% dos pacientes que precisaram fazer diálise nos
rins em 2011 tinham diagnóstico de hipertensão arterial.
Já
a diabetes pode danificar os vasos sanguíneos dos rins, interferindo
no funcionamento destes órgãos, que não conseguem filtrar o sangue
corretamente. Mais de 25% das pessoas com diabetes tipo I e 5 a 10%
dos portadores de diabetes tipo II desenvolvem insuficiência renal.
Outras
causas são: nefrite (uma inflamação dos rins), cistos
hereditários, infecções urinárias frequentes que danificam o
trato urinário e doenças congênitas.
Sintomas
A
progressão lenta da doença permite que o organismo se adapte à
diminuição da função renal. Por isso, em muitos casos a doença
não manifesta sintomas até que haja um comprometimento grave dos
rins.
Nesses
casos, os sinais são: aumento do volume e alteração na cor da
urina, incômodo ao urinar, inchaço nos olhos, tornozelos e pés,
dor lombar, anemia, fraqueza, enjôos e vômitos, alteração na
pressão arterial.
Diagnóstico
A
disfunção renal pode ser identificada por dois exames, um de
análise da urina e outro de sangue. O primeiro identifica a presença
de uma proteína (albumina) na urina, e o exame de sangue verifica a
presença de outra, a creatinina. Com a função debilitada, os rins
eliminam ou absorvem substâncias de forma desordenada, causando
desequilíbrio no organismo.
Prevenção
O
primeiro passo é prevenir o desenvolvimento da hipertensão arterial
e controlar o diabetes, doenças que mais levam à insuficiência.
Por isso, controlar os níveis de pressão, manter a alimentação
equilibrada com baixa ingestão de sal e açúcar, eliminar hábitos
como o tabagismo, reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas,
praticar exercícios físicos e fazer acompanhamento médico regular
são ações fundamentais.
Tratamento
A
insuficiência renal pode ser tratada com medicamentos e controle da
dieta. Nos casos mais extremos pode ser necessária a realização de
diálise ou transplante renal (como terapêutica definitiva de
substituição da função renal).
Revisao
médica: Dr. Oscar Pavão, nefrologista do Einstein e Dr. Dário
Santuchi, Cardiologia Unidade do coração Espirito Santo.
referencia.
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