terça-feira, 31 de março de 2015
Meu médico me pediu uma cintilografia o que é? Video explicativo
A cintilografia miocárdica é realizada a partir de um aparelho que muito se assemelha a uma tomografia e é realizado em geral em duas etapas, a primeira onde é infundido uma substância que terá a função de pintar seu coração aos olhos desta maquina (injetado no pico do esforço) e sendo assim é realizado o exame com stress físico ou seja após correr na esteira ergométrica ou stress farmacológico ou seja após realização de medicação que aumenta a velocidade do batimento cardiaco simulando um esforço maior, algumas pessoas sentem uma sensação desagradável neste momento e a segunda etapa é realizado uma nova imagem em repouso e comparada o stress com o repouso para evidenciar a existência de algum problema cardíaco em geral a grosso modo o local onde está recebendo pouco sangue ou coração muito inflamado é evidenciado neste exame.
Segue abaixo outro video explicativo
segunda-feira, 30 de março de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
Tabagismo
Fator de risco: Tabagismo
O
tabagismo é o principal responsável por quase 100% das mortes por
câncer de pulmão, 30% das mortes por outros tipos de câncer, 85%
dos óbitos por bronquite crônica e enfisema pulmonar, 25% dos
óbitos por doenças cerebrovasculares e 45% das mortes por infarto
agudo do miocárdio.
Quem
fuma também tem maior predisposição ao desenvolvimento de doenças
como hipertensão arterial, aneurisma, úlceras, infecções
respiratórias, trombose, osteoporose, catarata, impotência sexual,
infertilidade, menopausa precoce e complicações na gravidez, além
de ter menos resistência física e pior desempenho na vida esportiva
e sexual.
O que é
Tabagismo
é o hábito de consumir com frequência produtos derivados do tabaco
que contém nicotina. Segundo a Organização Mundial de Saúde
(OMS), esta é a principal causa de morte evitável no mundo.
Estima-se que o cigarro e outros derivados do tabaco sejam
responsáveis por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil.
Presente
principalmente no cigarro, a nicotina é uma droga que causa
dependência química. Por ser uma substância psicoativa, a nicotina
ativa áreas cerebrais responsáveis pela sensação de prazer e
relaxamento. Com o uso, a pessoa vai se tornando tolerante a essa
sensação de bem-estar, o que gera um aumento do consumo. Além
disso, o tabagista começa a apresentar sintomas de abstinência
quando interrompe o uso do cigarro.
Incidência
De
acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) e o Ministério da
Saúde, 18% da população brasileira são fumantes. Os homens fumam
mais que as mulheres; 22,7% deles têm o hábito de fumar, enquanto
nas mulheres a prevalência é de 16%.
Sinais e Sintomas
Necessidade
de quantidades cada vez maiores de nicotina para obter o mesmo efeito
da substância, síndrome de abstinência com a retirada ou
diminuição do cigarro, tentativas frustradas de redução ou
cessação do consumo, falta de controle quanto ao número de
cigarros consumidos em um dia, interrupção de atividades sociais ou
no trabalho por conta do vício, fumar mais de 20 cigarros por dia e
utilização contínua mesmo com problemas físicos ou psicológicos
comprovados, como doenças cardíacas e respiratórias.
Diagnóstico
É
feito a partir da avaliação dos sinais e sintomas. Quando três ou
mais sinais se manifestam é confirmado o diagnóstico de dependência
do tabaco.
Definido
o diagnóstico, são feitos testes para avaliar o grau de dependência
da nicotina e o tratamento mais indicado.
Tratamento
Existem
três métodos principais para a cessação do tabagismo, que podem
ser adotados de forma conjunta ou individual: aconselhamento
terapêutico individual ou em grupos, reposição de nicotina e
medicamentos.
O
aconselhamento profissional é feito em encontros semanais com
discussões sobre a importância de parar de fumar, as dificuldades
ao longo do processo e orientações para evitar recaídas.
A
reposição é feita com o uso de adesivos ou gomas de mascar, cujas
doses são gradualmente reduzidas, até a retirada completa. Ao
iniciar a reposição de nicotina, a pessoa é orientada a
interromper o hábito de fumar, começando, então, a se adaptar à
nova condição.
Já
os medicamentos atuam nos neurotransmissores responsáveis pela
vontade de fumar, reduzem os sintomas da abstinência, como
irritabilidade e ganho de peso, e diminuem o risco de recaídas.
O
desejo de parar, a decisão e o êxito podem ser um processo de meses
ou até anos. Nem sempre se consegue na primeira tentativa, mas as
recaídas fazem parte do processo e os esforços para desistir do
fumo não devem ser abandonados.
Impactos do tabagismo
Além
da nicotina, que causa dependência, o cigarro contém mais de 4.700
substâncias cancerígenas e tóxicas para vários órgãos do corpo.
De
acordo com um estudo do Banco Mundial, os custos com o tabagismo
chegam a 200 bilhões de dólares por ano no planeta. Isso se deve ao
valor despendido com o tratamento de doenças relacionadas ao tabaco,
aposentadorias precoces, faltas ao trabalho, mortes de pessoas em
idade reprodutiva, além da poluição e degradação ambiental.
Revisão
médica: Dra. Alessandra Maria Julião, psiquiatra do Núcleo de
Medicina Psicossomática e Psiquiatria do Einstein
Referências:
NEAD); INCA, Ministério da Saúde e Cleveland Clinic
Publicado
em abril de 2012
referencia:
O que é Infarto?
Infarto
O que é
O infarto do
miocárdio, ou ataque cardíaco, é a morte das células de uma
região do músculo do coração por conta da formação de um
coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo de forma súbita e
intensa.
A principal
causa do infarto é a aterosclerose, doença em que placas de
gordura se acumulam no interior das artérias coronárias, chegando a
obstruí-las. Na maioria dos casos o infarto ocorre quando há o
rompimento de uma dessas placas, levando à formação do coágulo e
interrupção do fluxo sanguíneo.
O infarto pode
ocorrer em diversas partes do coração, depende de qual artéria foi
obstruída. Em casos raros o infarto pode acontecer por contração
da artéria, interrompendo o fluxo de sangue ou por desprendimento de
um coágulo originado dentro do coração e que se aloja no interior
dos vasos.
Sintomas
O principal é
dor ou desconforto na região peitoral, podendo irradiar para as
costas, rosto, braço esquerdo e, raramente, o braço direito. Esse
desconforto costuma ser intenso e prolongado, acompanhado de sensação
de peso ou aperto sobre tórax. Esses sinais costumam ser
acompanhados de suor excessivo, palidez e alteração na frequência
cardíaca.
Em idosos, o
principal sintoma pode ser a falta de ar. A dor também pode ser no
abdome, semelhante à dor de uma gastrite ou esofagite de refluxo,
mas é pouco frequente.
Nos diabéticos
e nos idosos, o infarto pode ser assintomático, sem sinais
específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar
súbito apresentado por esses pacientes.
Fatores de risco
Os
principais inimigos do infarto são o tabagismo e o colesterol em
excesso, pois podem se acumular e levar à aterosclerose,
hipertensão, obesidade, estresse, depressão e diabetes. Os
diabéticos têm duas a quatro vezes mais chances de sofrer um
infarto.
Diagnóstico
Além
da avaliação clínica dos sintomas, são feitos exames de
eletrocardiograma, ecocardiogama e cateterismo a depender de cada
caso e paciente..
Tratamento
Os
principais métodos para tratamento são medicaçoes e procedimentos
como: angioplastia coronária e fibrinolíticos. No primeiro, as
medicações melhoram a performace e oxigenação do coraçao, o
segundo é quando um cateter-balão é inserido por meio de uma
punção na virilha ou braço e direcionado até o local do
entupimento da artéria. Esse cateter é inflado para que seja aberta
a artéria. Em seguida é colocado um stent (um dispositivo
semelhante a uma mola), mantendo a artéria aberta e normalizando a
circulação de sangue. Já os fibrinolíticos são medicamentos para
dissolução do coágulo. Essa técnica é indicada somente quando
não é possível a desobstrução por angioplastia, pois pode causar
hemorragias.
Prevenção
Além da prática
regular de exercícios físicos, alimentação adequada e cessação
do tabagismo, a prevenção de doenças como a aterosclerose,
diabetes e obesidade são fundamentais para evitar o entupimento das
artérias e consequente infarto.
Revisao
médica : Dr. Dário Santuchi.
O Que é Hipertensão ou pressão alta?
Hipertensão arterial
Conhecida
popularmente como pressão alta, a hipertensão arterial é a
elevação dos níveis de pressão sanguínea nas artérias. Ela é
considerada alta quando atinge valores acima de 12 por 8 (120 por 80
mmHg) ou 14 por 9 ( 140 por 90mmHg) dependendo do paciente.
Causada
principalmente pelo consumo excessivo de álcool e cigarro,
sedentarismo e excesso de peso, é uma doença silenciosa, pois não
apresenta sintomas específicos.
Apesar
do fácil acesso a equipamentos de medição de pressão, o
diagnóstico e as orientações de tratamento devem ser sempre feitos
pelo médico, que é habilitado para identificar o grau da
hipertensão e outros fatores associados que devem ser considerados
para tratar as alterações de pressão.
Quando
não ou mal tratada, a hipertensão pode trazer sérios riscos à
saúde, afetando órgãos importantes como cérebro, coração e rim
e causando doenças como insuficiência cardíaca, acidente vascular
cerebral (AVC, derrame) e insuficiência renal com necessidade a
depender da evolução do caso do suporte da hemodialise.
Por
isso, o controle dos níveis de pressão arterial e a adoção de
hábitos saudáveis – alimentação balanceada, exercícios físicos
regulares, cessação do tabagismo e redução do consumo de álcool-,
são fundamentais para a saúde.
Revisão
médica: Dr. Dàrio Antunes Santuchi Filho
O que é Doença renal crônica?
Doença renal crônica
O que é
A
doença ou insuficiência renal crônica é a perda lenta e gradual
das funções renais. Quando não identificada e tratada, pode levar
à paralisação dos rins.
Os
rins são órgãos responsáveis pela filtragem de substâncias e
nutrientes presentes no organismo. Os componentes necessários são
absorvidos, enquanto os tóxicos são eliminados pela urina. Esse
equilíbrio é fundamental para o controle da pressão arterial e
para regular a concentração de cálcio e fósforo no sangue,
contribuindo para a saúde dos ossos e para a manutenção dos
glóbulos vermelhos que, em escassez, podem levar à anemia.
Segundo
dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a prevalência da
doença renal crônica no mundo é de 7.2% para indivíduos acima de
30 anos e 28% a 46% em indivíduos acima de 64 anos. No Brasil, a
estimativa é que mais de dez milhões de pessoas tenham a doença.
Desses, 90 mil estão em diálise (um processo de estímulo
artificial da função dos rins, geralmente quando os órgãos tem
10% de funcionamento), número que cresceu mais de 100% nos últimos
dez anos.
Causas
A
doença renal crônica está associada a duas doenças de alta
incidência na população brasileira: hipertensão arterial e
diabetes.
Como
o rim é um dos responsáveis pelo controle da pressão arterial,
quando ele não funciona adequadamente há alteração nos níveis de
pressão. A mudança dos níveis de pressão também sobrecarrega os
rins. Portanto, a hipertensão pode ser a causa ou a consequência da
disfunção renal, e seu controle é fundamental para a prevenção
da doença. De
acordo com a SBN, 35% dos pacientes que precisaram fazer diálise nos
rins em 2011 tinham diagnóstico de hipertensão arterial.
Já
a diabetes pode danificar os vasos sanguíneos dos rins, interferindo
no funcionamento destes órgãos, que não conseguem filtrar o sangue
corretamente. Mais de 25% das pessoas com diabetes tipo I e 5 a 10%
dos portadores de diabetes tipo II desenvolvem insuficiência renal.
Outras
causas são: nefrite (uma inflamação dos rins), cistos
hereditários, infecções urinárias frequentes que danificam o
trato urinário e doenças congênitas.
Sintomas
A
progressão lenta da doença permite que o organismo se adapte à
diminuição da função renal. Por isso, em muitos casos a doença
não manifesta sintomas até que haja um comprometimento grave dos
rins.
Nesses
casos, os sinais são: aumento do volume e alteração na cor da
urina, incômodo ao urinar, inchaço nos olhos, tornozelos e pés,
dor lombar, anemia, fraqueza, enjôos e vômitos, alteração na
pressão arterial.
Diagnóstico
A
disfunção renal pode ser identificada por dois exames, um de
análise da urina e outro de sangue. O primeiro identifica a presença
de uma proteína (albumina) na urina, e o exame de sangue verifica a
presença de outra, a creatinina. Com a função debilitada, os rins
eliminam ou absorvem substâncias de forma desordenada, causando
desequilíbrio no organismo.
Prevenção
O
primeiro passo é prevenir o desenvolvimento da hipertensão arterial
e controlar o diabetes, doenças que mais levam à insuficiência.
Por isso, controlar os níveis de pressão, manter a alimentação
equilibrada com baixa ingestão de sal e açúcar, eliminar hábitos
como o tabagismo, reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas,
praticar exercícios físicos e fazer acompanhamento médico regular
são ações fundamentais.
Tratamento
A
insuficiência renal pode ser tratada com medicamentos e controle da
dieta. Nos casos mais extremos pode ser necessária a realização de
diálise ou transplante renal (como terapêutica definitiva de
substituição da função renal).
Revisao
médica: Dr. Oscar Pavão, nefrologista do Einstein e Dr. Dário
Santuchi, Cardiologia Unidade do coração Espirito Santo.
referencia.
O que é Diabetes?
Diabetes
O que é
A
doença se caracteriza por uma elevação dos níveis de glicose no
sangue, causada pela falta de produção do hormônio insulina no
pâncreas ou pela perda da eficiência da ação de insulina em
pessoas com excesso de gordura no corpo. A insulina transporta a
glicose para dentro das células e permite a sua transformação em
energia para o funcionamento equilibrado do organismo.
Quando
não controlado, o aumento de glicose no sangue pode levar a danos
nos vasos sanguíneos e nervos, acarretando em complicações como
disfunção e falência de órgãos como rins, olhos e coração.
Tipos e Causas
Diabetes tipo 1
O
sistema imunológico atinge o pâncreas, destruindo as células
responsáveis pela produção do hormônio insulina.
Diabetes tipo 2
Responsável
por 90% dos casos de diabetes,
esse tipo está associado ao ganho de peso. Frequente em pessoas com
mais de 40 anos, acontece porque o acúmulo de gordura abdominal
dificulta a ação da insulina.
Diabetes Gestacional
Ocorre
no período da gravidez por conta dos hormônios produzidos pela
placenta. Após o parto a maioria dos casos se reverte.
Fatores de risco
Familiares
com diabetes, alteração dos níveis de glicose, acúmulo de gordura
abdominal, obesidade e sobrepeso, pressão arterial elevada,
sedentarismo e alimentação com baixa ingestão de frutas, verduras
e legumes.
Sinais e Sintomas
A
maioria dos pacientes não apresenta sintomas no início do diabetes,
por isto pessoas com fatores de risco devem realizar exames de sangue
periódicos para avaliar se apresentam a doença. A estimativa é que
50% das pessoas não sabem que têm a doença. Por isso, o
acompanhamento regular com um médico é essencial para o diagnóstico
precoce.
Quando
os níveis de glicose estão extremamente elevados, pode ocorrer
vontade frequente de urinar, sede e fome em excesso, fadiga,
alterações na visão, mudanças de humor, náuseas e vômitos,
fraqueza, perda de peso, dores nas pernas, infecções repetidas na
pele, machucados que demoram a cicatrizar, formigamento ou sensação
de dormência, principalmente nos pés.
Diagnóstico
É
feito por um teste simples para detectar os níveis de glicose no
sangue. O nível normal de glicose no sangue é abaixo de 100 mg/dl.
Se os níveis de glicose se encontram entre 100 e 126 mg/dl, existe
alto risco de desenvolver diabetes, por isto esta situação pode ser
denominada pré-diabetes. Se a glicemia estiver acima de 127 mg/dl em
2 exames diferentes ou acima de 200 mg/dl após consumo de
carboidratos (AÇUCAR) é diagnosticado o diabetes.
Tratamento
Pacientes
com o tipo 1 de diabetes, também chamado de insulinodependente,
precisam fazer reposição diária de insulina.
Para
os portadores do tipo 2 o tratamento é feito por meio de comprimidos
tomados via oral que atuam na melhora da resposta das células à
insulina, no estímulo da secreção (produção e liberação) de
insulina pelo pâncreas, na redução da absorção de glicose pelo
intestino ou no aumento da eliminação de glicose pela urina.
Atualmente, existem medicamentos injetáveis que imitam o efeito de
hormônios intestinais melhorando a fabricação de insulina e
auxiliando a redução de peso. Após 10 anos de diagnóstico, é
comum a necessidade de uso de insulina nos portadores de diabetes
tipo 2.
Nos
casos de diabetes na gestação, geralmente uma dieta equilibrada e
exercícios físicos são suficientes para o controle dos níveis de
glicose. Nos casos em que o controle não é possível com dieta e
atividade física, podem ser indicadas injeções de insulina.
Independente
do tipo de diabetes, o fundamental é a adoção ao tratamento aliada
a hábitos saudáveis, como controle da alimentação, prática
regular de atividades físicas e controle constante da glicemia.
Prevenção
O
primeiro passo é observar a presença dos fatores de risco que podem
ser modificados, como o excesso de peso, o aumento da gordura
abdominal, o sedentarismo e a dieta desequilibrada.
A
redução de 5% do peso corporal associada à pratica de 150 minutos
de atividade física por semana reduzem a ocorrência de diabetes em
58% nas pessoas com alto risco. O principal aliado é um estilo de
vida saudável, com alimentação balanceada, atividade física
regular e acompanhamento médico periódico.
Revisão
médica Dr. Rogério Ribeiro, endocrinologista e Dr. Dário
Santuchi, Cardiologia UNICOR-ES.
referencia:
http://www.einstein.br/einstein-saude/doencas/Paginas/tudo-sobre-diabetes.aspx
o que é Colesterol ou Dislipidemia?
Colesterol
O que é
O
colesterol é um tipo de gordura vital para o funcionamento do
organismo. Presente no sangue e em todos os tecidos, ele contribui
para a produção do hormônio cortisol e dos hormônios sexuais, de
vitamina D, de ácidos envolvidos na digestão e também tem papel
importante na regeneração das células.
Além
de ser produzido pelo próprio organismo, o colesterol pode ser
obtido em alimentos como carnes, leite integral e ovos. Sua presença
é indispensável para o funcionamento equilibrado das funções
vitais, porém, quando em excesso, ele pode trazer algumas
complicações.
A
mais comum delas é a formação de placas de gordura nas artérias
que levam ao endurecimento e entupimento dos vasos sanguíneos. Com a
obstrução dos vasos, o coração recebe uma quantidade menor de
oxigênio e nutrientes, tendo suas funções comprometidas e levando
a doenças como angina, infarto, morte súbita e, quando acomete as
artérias carótidas e cerebrais, pode levam até a acidentes
vasculares cerebrais (AVC).
Tipos e causas
O
que influencia se o colesterol é saudável ou prejudicial é o tipo
da lipoproteína (pequena estrutura formada por lipídios e
proteínas) que o envolve.
Existem,
portanto, dois tipos de colesterol: o bom e o ruim. O HDL (High
Density Lipoproteins, em inglês) recolhe o colesterol ruim acumulado
nos vasos sanguíneos para eliminar pelo fígado. Já o ruim, o LDL
(Low Density Lipoprotein), quando acumulado, pode provocar o
entupimento das artérias. Este colesterol está associado a fatores
de risco como diabetes, tabagismo e pressão
alta.
O
excesso de peso, o sedentarismo e a alimentação desbalanceada
também podem interferir para o aumento das taxas de colesterol.
Fatores de risco
Alimentação
rica em gordura saturada e açúcar, excesso de peso, sedentarismo,
consumo abusivo de bebidas alcoólicas, estresse, hereditariedade,
idade e gênero. As mulheres costumam ter um aumento no nível do
colesterol ruim após o início da menopausa.
Sinais, sintomas e diagnóstico
O
colesterol elevado não tem obrigatoriamente sintomas. Na maioria dos
casos, os sinais aparecem em consequência da formação das placas
de gordura nas artérias, quando a situação já pode estar
avançada. Quando atinge as artérias coronarianas, levando à angina
do peito e infarto do miocárdio, os sintomas mais comuns são dores
no peito (peso, aperto, queimação ou até pontadas), falta de ar,
sudorese, palpitações e fadiga. Nas artérias cerebrais, os
sintomas neurológicos que levam ao acidente vascular cerebral podem
ser formigamentos, paralisias, perda da fala e sonolência.
É
fundamental avaliar os níveis de colesterol regularmente. Para
aqueles que têm histórico familiar de doenças cardiovasculares, o
acompanhamento deve ser feito desde a infância. A partir dos 20
anos, a medição deve ser de cinco em cinco anos, reduzindo para uma
frequência anual a partir dos 35 anos.
O
diagnóstico e o acompanhamento são feitos por meio de um exame
sanguíneo, que avalia as taxas do colesterol total, do HDL e do LDL.
Tratamento
Existem
medicamentos que atuam na diminuição dos níveis do LDL, o
colesterol ruim, e podem levar a um pequeno aumento nos índices do
bom colesterol. O importante é que este tratamento seja sempre
aliado à mudança de estilo de vida. A adoção de hábitos
saudáveis como a prática regular de atividade física e controle do
peso e da alimentação é fundamental para um tratamento bem
sucedido.
Prevenção
A
melhor forma de prevenir o aumento do colesterol ruim é aliar
exercícios físicos à alimentação saudável, evitando o consumo
de gorduras saturadas, óleos, carne vermelha em excesso, gema de
ovo, manteiga, laticínios, mortadela, salame, queijos amarelos e
alimentos industrializados.
A
redução do consumo de álcool e a cessação do tabagismo também
são indispensáveis para a manutenção da saúde e dos níveis de
colesterol.
O Que é Aterosclerose?
Aterosclerose
O
que é
A
aterosclerose é a formação de placas de gordura, cálcio e outros
elementos na parede das artérias do coração e suas ramificações
de forma difusa ou localizada. Ela se caracteriza pelo estreitamento
e enrijecimento das artérias devido ao acúmulo de gordura em suas
paredes, conhecido como ateroma.
O
consumo excessivo de alimentos industrializados, bebidas alcoólicas
e cigarro, a falta de atividades físicas e o excesso de peso
modificam o LDL (lipoproteína de baixa densidade, o "mau
colesterol"), agredindo os vasos sanguíneos e gradativamente
levando ao entupimento das artérias. Com o passar dos anos, o
diâmetro do vaso diminui, podendo chegar à obstrução completa,
restringindo o fluxo sanguíneo na região.
Com
isso, o coração recebe uma quantidade menor de oxigênio e
nutrientes, tendo suas funções comprometidas. Essa complicação
é a causa de diversas doenças cardiovasculares, como infarto, morte
súbita e acidentes vasculares cerebrais.
Causas e fatores de risco
Na
maioria das vezes, a aterosclerose está relacionada aos fatores de
risco tradicionais, como pressão
alta,
diabetes,colesterol
elevado, tabagismo e obesidade.
Pequena
parte é de causa hereditária. Existem algumas alterações, como a
hipercolesterolemia familiar, em que indivíduos da mesma família
têm o colesterol elevado desde jovens, mas são menos frequentes.
Nesses casos, o acompanhamento médico é indispensável para
detectar o acúmulo das placas de gordura precocemente.
Sintomas
Os
mais frequentes são: dores no peito (peso, aperto, queimação ou
até pontadas), falta de ar, sudorese, palpitações refletindo
arritmias e fadiga.
A
aterosclerose é uma doença perigosa, pois muitas vezes a evolução
é silenciosa. Algumas pessoas só descobrem a formação de placas
de gordura quando uma artéria é obstruída completamente e o
paciente precisa ser atendimento imediatamente. São as situações
de infartos, derrames e até morte súbita.
Diagnóstico
Se
não existe histórico familiar de doença e nenhum risco conhecido,
o recomendado é fazer avaliações periódicas do colesterol a
partir dos 35 anos, para que se detecte a doença precocemente.
Para
aqueles que têm história de doenças cardiovasculares na família,
o ideal é que o acompanhamento comece na adolescência, para que
seja possível prevenir e controlar o desenvolvimento da doença.
Tratamento
A
forma mais indicada de tratar a aterosclerose é retirar as placas de
gordura e curar as lesões que ficam no local. A retirada pode ser
feita por métodos invasivos, como o cateterismo e a angioplastia, e
a ingestão de medicamentos. A adoção de hábitos saudáveis também
é fundamental para o controle da doença.
Prevenção
Assim
como a maioria das doenças cardiovasculares, a melhor forma de
prevenção é manter uma rotina que inclua exercícios físicos
regulares, alimentação balanceada e com baixo consumo de gorduras e
sal, além do controle dos fatores de risco para doenças como
obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol e evitar o consumo
exagerado de álcool e cigarro.
Revisão
médica: Dr. Marcos Knobel, e Dr. Dário Santuchi, Unidade do coração
do Espirito Santo.
Referência:
http://www.einstein.br/einstein-saude/doencas/Paginas/tudo-sobre-aterosclerose.aspx
Arritmias
Arritmias
O que é
As
arritmias são alterações no ritmo cardíaco que na maioria das
vezes acontecem de forma inesperada. Na maioria das pessoas os
batimentos cardíacos giram em torno de 60 a 90 por minuto, com
variações nas situações de repouso ou esforço físico.
Alterações nesse funcionamento podem fazer o coração bater em
ritmo acelerado (taquicardia) ou lento demais (bradicardia). Muitas
são benignas e não causam sintomas, porém outras podem provocar
sensação de palpitações, desmaios e risco de morte.
As
arritmias podem se originar na parte superior (átrios ou
supraventriculares) ou inferior do coração (ventrículos). Dentre
as arritmias supraventriculares destacam-se as extra-sistoles
atriais; taquicardia atrial, flutter e fibrilação atrial. A
fibrilação atrial é bastante freqüente na prática clínica.
Trata-se de uma alteração no ritmo cardíaco, com contrações
rápidas e não coordenadas dos átrios, que atinge boa parte da
população na terceira idade.
Nos
ventrículos, a mais frequente é a extra-sístole, batida precoce
que se assemelha a uma batida a mais no coração. Em casos raros,
pode evoluir para a taquicardia ventricular e desencadear uma
incapacidade dos ventrículos de impulsionar o sangue adequadamente
para o organismo, podendo levar a perda da consciência e necessidade
de atendimento imediato. Em casos extremos ela pode levar à
fibrilação ventricular, uma das principais causas de parada
cardíaca e morte cardíaca súbita no mundo. Cerca de 90% desses
casos poderiam ser evitados se fossem diagnosticados precocemente.
Causas
Para
o coração funcionar normalmente é preciso que um estímulo
elétrico, gerado no nódulo sinusal, chegue ao coração de forma
organizada. Quando existe falha na origem e condução desse
estímulo, ou quando aparecem estímulos em outras partes do coração,
há uma desorganização da atividade elétrica cardíaca,
ocasionando uma arritmia.
O
ritmo das batidas do coração pode ser modificado pelo uso de
medicamentos ou por condições como disfunção da tireóide,
anemia, desidratação, infecções, estresse, atividade física e
ansiedade.
Sintomas
Os
principais são palpitações, fraqueza, tonturas, sudorese,
desmaios, confusão mental, falta de ar, mal-estar e sensação de
peso no peito.
Em
casos graves, a arritmia pode levar à formação de coágulos no
coração, provocando um acidente vascular cerebral (AVC) ou ao
comprometimento da função cardíaca levando à morte cardíaca
súbita. Nesses casos, o atendimento médico imediato é fundamental.
Diagnóstico
Primeiramente
é feita uma avaliação clínica e exame físico. Em alguns casos é
preciso uma investigação mais detalhada, como o teste ergométrico,
eletrocardiograma, o Holter - que registra o batimento cardíaco do
paciente em suas atividades cotidianas 24 horas por dia, ou o
Web-Loop, chamado monitor de eventos, capaz de transmitir o traçado
eletrocardiográfico, por meio da internet, no momento do sintoma.
Quando
não é possível identificar o problema por esses métodos não
invasivos, a opção é o estudo eletrofisiológico, em que cateteres
com eletrodos são inseridos na veia femural na altura da virilha e
colocados em posições estratégicas do coração para que seja
feito o mapeamento elétrico e localizado o foco de origem da
arritmia.
Tratamento
O
tratamento depende do tipo, frequência e grau da arritmia. Pode
envolver desde o uso de medicamentos, mudanças no estilo de vida e,
em alguns casos, a realização da ablação por cateter,
procedimento em que se aplica energia de radiofrequência para
eliminar ou atenuar focos de arritmias.
Nos
casos de bradicardias, os marcapassos – equipamentos que emitem
impulsos elétricos para corrigir falhas no ritmo dos batimentos –
podem ser implantados embaixo da pele. Com o avanço tecnológico
esses aparelhos são muito pequenos, não comprometendo o estilo de
vida do paciente.
Já
nos pacientes de taquicardia ventricular, pode ser implantado um
desfibrilador automático, que faz a detecção do ritmo cardíaco
alterado e corrige a pulsação, através da emissão de um choque
para trazer o coração à frequência normal.
Em
casos extremos, é necessária a realização de cirurgias.
Atualmente já existem técnicas que possibilitam a correção das
arritmias sem necessidade de abrir o tórax do paciente, reduzindo o
tempo de recuperação e melhorando a qualidade de vida do paciente.
Prevenção
Além
da prática de exercícios físicos e alimentação balanceada (baixa
ingestão de sal e gorduras), é essencial a avaliação médica
regular (check-up) e o controle de fatores de risco de doenças como
diabetes, obesidade, hipertensão e tabagismo.
Revisão
médica: Dra. Fátima Cintra, cardiologista e coordenadora do Centro
de Arritmia do Einstein e Dr. Dário Santuchi médico Unidade do
Coração do Espirito Santo.
-Referência:
http://www.einstein.br/einstein-saude/doencas/Paginas/tudo-sobre-arritmias.aspx
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